O ramo egípcio do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) afirmou no Twitter ser o responsável pela queda do avião. Apesar da reivindicação do grupo, uma primeira análise do local do acidente indica que a queda poderia ter sido causada por uma falha técnica.
Segundo uma autoridade do controle do espaço aéreo no Egito, o piloto relatou um problema técnico nos equipamentos de comunicação. Além disso, o ministro russo de Transporte, Maxim Sokolov, disse que a informação não deve ser considerada confiável. O premiê egípcio também disse que acredita não haver atividades "irregulares" por trás.
Uma delegação russa chegou ao aeroporto do Cairo nas primeiras horas deste domingo (1), ainda de madrugada, no horário local. As investigações vão procurar descobrir, entre outras questões, as condições do tempo no momento do acidente, a experiência do piloto, o histórico de manutenção e qualquer evidência de explosão.
Veja o que se sabe até o momento sobre o acidente:
Vítimas
O Airbus A-321 transportava 217 passageiros, entre eles 138 mulheres, 62 homens e 17 crianças, além de 7 tripulantes. Segundo a Reuters, 214 eram russos e três ucranianos. O ministério russo das Situações de Emergência falou de passageiros de 10 meses a 77 anos de idade.
Cerca de 150 corpos foram encontrados em um raio de 5km. Até o momento, 129 corpos foram levados a um necrotério no Cairo. Local de queda
O avião caiu em uma área montanhosa no centro de Sinai e más condições atmosféricas dificultaram o acesso das equipes de resgate ao local, de acordo com o que a autoridade da segurança egípcia que havia acabado de chegar ao local contou à Reuters.
Cerca de 50 ambulâncias foram enviadas para o local para transportar os corpos a um avião militar, que por sua vez os leva à capital.
"Agora vejo uma cena trágica. Muitos mortos no chão e outros tantos ainda presos em suas poltronas", relatou uma autoridade egípcia ao chegar ao local. Segundo ele, o avião se dividiu em duas partes.
Contato com os radares
O avião perdeu contato com os radares 23 minutos após a decolagem, quando sobrevoava a cidade de Larnaka, informou um porta-voz de Rosaviatsia, a agência de aviação civil da Rússia. O contato foi perdido quando a aeronave estava a 30.000 pés de altitude (9.144 m).
Segundo uma autoridade do controle do espaço aéreo no Egito, o piloto relatou um problema técnico nos equipamentos de comunicação.
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